http://www.youtube.com/watch?v=3DkGvuWc_9c&list=HL1352775883&feature=mh_lolz
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Meu Boi... Nosso Patrimônio Cultural
NOSSO OBJETIVO É PESQUISAR, DIVULGAR E ORGANIZAR AÇÕES DO FOLQUEDO DO BOI DE REIS NO RIO GRANDE DO NORTE. BUSCANDO NESSES GRUPOS A SUA ORIGINALIDADE E CONTINUIDADE. O BOI DE REIS NO RN DEVE SER INVESTIGADO, INSTIGADO, RECONHECIDO E INCENTIVADO POR TODO O BRASIL COMO TRADIÇÃO NACIONAL.
Minha Santa Madalena, virgem dos cabelos loiros...
Minha Santa me ajude na massa do pão criolo...
Ai Juvelina, que é seu Juvenal
É hora de tirar leite meu garrote quer mamá
Balança que pesa ouro num pesa todo metal
A moça chupa laranja de baixo do laranjal...
segunda-feira, 12 de novembro de 2012
domingo, 11 de novembro de 2012
sexta-feira, 9 de novembro de 2012
PONTO DE CULTURA BOIVIVO
PONTO DE CULTURA BOIVIVO
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
Sua Luta para o Boi Continuar Vivo
Mestre Elpídio e o
Boivivo
Texto de Lenilton Lima
![]() |
Mestre Elpídio |
Mestre
Elpídio figura importante e imponente do folclore potiguar, das andanças de
Natal a Parelhas que chegavam a durar até seis meses, nessa época mostrava a
Maruja do Mestre Manoel Curto seu amigo e cunhado. Quando resolve ter sua
própria Maruja adere aos palcos do Prefeito Djalma Maranhão onde se tornam
amigos e compadres, "na prefeitura tinha livre acesso ao seu Gabinete" relembra
Mestre Elpídio.
Depois
da cassação do Prefeito Djalma Maranhão, Mestre Elpídio se torna um ilustre
desconhecido pela mídia, pela sociedade e autoridades culturais. Caçado
juntamente com o compadre/Prefeito como costumava frisar em seus desabafos.
“Só
voltei a trabalhar pela Prefeitura de Natal na época do Prefeito Garibaldi Filho
porque quem ficava na frente da cultura foi Gileno Guanabara". Depois de
Garibaldi, Mestre Elpídio volta ao anonimato e passa a freqüentar grupos da
terceira idade em Parnamirim. Onde se gabava dos prêmios que ganhava nas
competições entre os idosos. Tudo que fazia se destacava.
Costuma falar das mulheres que passaram por sua vida, no total 36 mulheres e 21 filhos, sempre com um sorriso no rosto se divertia sobre o assunto.
O centro de direitos humanos e memórias
populares entraram em contato com o mestre colheram imagens e informações, mas
não lhes deram o reconhecimento que o mestre tanto desejava.
Foi com a professora Vera Rocha que mestre
Elpídio chega ate a Capitania das Artes e esta sem “recurso” a envia Mestre
Elpídio e o brincante de Boi de Reis Manoel Morosoia para a República das Artes,
onde faz seu primeiro contato com a figurinista Kátia Dantas e o ator João Maria
Pinheiro.
O Boi Calemba tinha poucas máscaras, seu
figurino e adereços estavam descaracterizando o Boi, no Jaraguá as estampas era
de um desenho animado do Walt Disney.
![]() |
E a brincadeira não pode parar... |
Foi
na República das Artes que foi feito o primeiro figurino do Boi, na sede do
Grupo de Teatro Artes e Traquinagens tendo no trabalho a coordenação de Kátia
Dantas e uma equipe de voluntários, o figurino fazia parte de um trabalho de
encenação do então aluno de artes João Lins. Na ocasião da encenação o Boi
Calemba sobre o comando de Mestre Elpídio recebe o figurino.
A reivindicação a Prefeitura de Parnamirim é
atendida, dos 10 mil reais pedido 2 mil reais foram entregues nas mãos do
Mestre. O que me admirou foi o que o mestre fez, mandou fazer um figurino da
forma que ele queria. Fez-nos ver seu grande conhecimento e que a
descaracterização do seu Boi se dava pela falta de apoio a cultura do nosso
Estado, e daí por diante trabalhamos pela originalidade e valorização do Boi
Calemba.
As máscaras antigas com a armação de metal foram doadas pelo mestre Elpídio ao Boi de Buracos e o Mestre fez tudo como se fazia antigamente. Vinte e uma máscaras foram feitas de papel de embrulho e grude em formas de barro, um boi e um bode também foram feitos pelo Mestre.
Na saída da República das Artes do prédio da
antiga TV Universitária na Cidade Alta para o Alecrim em 2007. A feira se torna
o ponto de encontro entre artistas da República das Artes e a Maruja do Boi. Na
reunião na nova sede da República o projeto Arte no Grito é assumido por todos
da Associação República das Artes, a primeira intervenção cultural e feita no
dia 06 de junho de 2008, a presença de mestre Elpídio, Damião Rabequeiro,
Luciano Elpídio, Luiz Targino e Bia são uma constante. Mestre Elpídio compra a
idéia e quando não estava se apresentando ficava nos cortejos do evento, O
Mestre participa de mais de 14 intervenções na feira e vira personagens
conhecido pelos feirantes e clientes da feira, sua alegria e desenvoltura nas
ações da associação é sempre motivo de muita alegria para todos.
Com o prazo de inscrição dos editais para
Pontos de Cultura do RN acabando João Lins, Lenilton Lima e Ana Luiza Palhano,
sentam pra fazer o projeto do ponto de cultura na casa da educadora Mônica
Palhano Campos. Durante cinco dias que são trabalhados os projetos Boivivo e Mão
nas Artes.
De inicio achávamos que o projeto de encenação
de João Lins poderia ser adequado ao projeto do Ponto de Cultura. Mas o projeto
de encenação não dava para adequar a proposta de um Ponto de Cultura. Tínhamos 5
dias e não tínhamos nada. A não ser as vivências de Mestre Elpídio e o resto era
a parte técnica.

Durante esse período Mestre Elpídio ganha o
Prêmio Humberto de Maracanã de Culturas Populares que recebe o prêmio em vida e
depois o ganha o Prêmio Cornélio Campina que ainda não recebeu, ainda em vida
foi homenageado pela prefeitura de Parnamirim. Se o Mestre estivesse vivo seria
um dos agraciados pelo benefício da Lei do Patrimônio Vivo.
Com sua morte aos 83 anos em uma enfermaria
lotada sem colchão apropriado, cadeiras pra tomar banho e fazer suas
necessidades fisiológicas, banheiros quebrados, sem dinheiro para comprar
remédios e a ainda com a família passando necessidades. Além disso, o hospital
não tinha equipamentos para fazer os exames e o Mestre Elpídio mesmo com a
suspeita de câncer na próstata e tumor cerebral tinha que se deslocar para
clínicas em outros bairros.
Foi assim que Mestre Elpídio se despediu
cercado por seus familiares, ex-mulheres e amigos. “Nenhuma autoridade política
ou cultural lhe fez visita”. Desabafa Carlos Elpídio, filho do Mestre.
Saudades de quem realmente era
Mestre...
FONTE :http://pontodoboivivo.blogspot.com.br/2010/09/sua-luta-para-o-boi-continuar-vivo.html
sábado, 3 de novembro de 2012
Cícero Joaquim de Oliveira
Edição de sábado, 4 de fevereiro de 2012
Boi de Reis
A ONG Conexão Felipe Camarão, que manteve relação estreita com o mestre, também comunicou o falecimento. Segundo a nota emitida, o mestre "contribuiu imensamente para formação musical dos jovens de Felipe Camarão". Cícero da Rabeca acompanhou, com seu instrumento, o Auto do Bois de Reis do mestre Manoel Marinheiro por trinta anos. Ele veio de uma família de músicos e aprendeu a tocar com o pai aos nove anos de idade o "violino" genuinamente nordestino. Cívero integrou a orquestra do Boi Calemba do Mestre Pedro Guajiru e chegou a se apresentar para o presidente João Figueiredo, na Esplanada dos Ministérios, no ano de 1972.
A rabeca silenciada de um grande mestre
Faleceu ontem, aos 92 anos, o mestre potiguar Cícero Joaquim de Oliveira, conhecido por Cícero da Rabeca
Faleceu na tarde de ontem, aos 92 anos, o Mestre Cícero, um dos mais autênticos representantes do folclore potiguar e tido como um dos patrimônios imateriais do país ao ter sido reconhecido, pelo programa Cultura Viva do Ministério da Cultura, como Griô (contador de história). O velório se deu em sua residência, em Santo Antônio do Potengi, distrito de São Gonçalo do Amarante, e o sepultamento ocorreu no fim da tarde, no cemitério público daquele distrito.
![]() Mestre faleceu em sua residência, em São Gonçalo do Amarante, onde ocorreu o velório. Sepultamento se deu ainda ontem. Foto: Fábio Cortez/DN/D.A Press |
O prefeito de São Gonçalo, Jaime Calado, emitiu nota de pesar, em que dizia: "a comunidade de Santo Antônio do Potengi, assim como o povo de São Gonçalo, está de luto pela morte de um dos mais autênticos representantes do folclore do município. O falecimento de Cícero Joaquim de Oliveira, conhecido popularmente como Cícero da Rabeca, nos causa uma profunda tristeza. É mais um mestre que parte deixando um vazio na cultura sãogonçalense", disse.
Boi de Reis
A ONG Conexão Felipe Camarão, que manteve relação estreita com o mestre, também comunicou o falecimento. Segundo a nota emitida, o mestre "contribuiu imensamente para formação musical dos jovens de Felipe Camarão". Cícero da Rabeca acompanhou, com seu instrumento, o Auto do Bois de Reis do mestre Manoel Marinheiro por trinta anos. Ele veio de uma família de músicos e aprendeu a tocar com o pai aos nove anos de idade o "violino" genuinamente nordestino. Cívero integrou a orquestra do Boi Calemba do Mestre Pedro Guajiru e chegou a se apresentar para o presidente João Figueiredo, na Esplanada dos Ministérios, no ano de 1972.
Fonte: Diario de Natal
sexta-feira, 2 de novembro de 2012
Cicero da Rabeca - Partida em 2012
Cícero da Rabeca falece aos 92 anos.

O município de São Gonçalo do Amarante, conhecido como o berço da cultura popular perdeu um dos seus filhos mais ilutres.
Na tarde desta sexta-feira (03/02/2012) faleceu o mestre Cícero Joaquim de Oliveira aos 92 anos.
Cícero da Rabeca, como era mais chamado, ficou conhecido por sua contribuição na formação musical dos jovens de Felipe Camarão.O corpo de Cícero, mestre da cultura popular, será velado em sua residência, em Santo Antônio do Potengi, distrito de São Gonçalo do Amarante. O sepultamento está marcado para às 16h, onde será enterrado no cemitério público da cidade.
terça-feira, 16 de outubro de 2012
Boi de Reis - Espirito Santo/RN
Boi de Reis - Espítito Santo RN
Gupo de Boi de Reis em preparativos para apresentação
Músicos da Maruja
Apresentação do Boi de Reis em Sítio no Espírito Santo RN
segunda-feira, 8 de outubro de 2012
Reis de Bois
Reis de Boi
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
O Folguedo Reis de Boi tem sua origem no teatro popular medieval da península ibérica. Trata-se de um auto em homenagem aos Santos Reis, unindo a temática dos reisados ao auto do Bumba-Meu-Boi. Apresenta-se em 6 de janeiro, dia de Reis, e se prolonga até 3 de fevereiro, quando ocorre a festa de São Brás. O número de integrantes varia entre doze e vinte, que formam alas com muitos personagens, dentre eles o Boi, Pai Francisco, Catirina, Doutor, Ema, Vaqueiro e Urubu.
Os marujos vestem calça azul marinho ou branca com filete lateral vermelho ou azul, camisa branca ou colorida de mangas compridas, faixa de fita azul ou vermelha sobre o peito e chapéu de palha revestido de morim e adornado de espelhos, flores e fitas. Os grupos saem para visitar algumas casas na cidade, diante das quais cantam o “Abre portas”, anunciando o nascimento do Menino Jesus. Depois entoam as seguintes marchas: “Marcha de entrada”; “Descante”, com ritmo marcado pelo pandeiro; “Marcha de ombro”; Baiá”; “Marcha de roda”; “Marcha do Vaqueiro”; “Marcha de chamada do Boi”; “Marcha de chamada dos bichos” e “Canto de retirada”. Na apresentação os marujos cantam e dançam acompanhados de Mãe Catirina, que envolve o público na dança. Depois vem o Vaqueiro, que negocia com o dono da casa a venda da bicharada, fixando para cada bicho um valor de significado simbólico – por exemplo, o Boi representa fartura – que é explicado durante a venda.
Fechada a negociação, o vaqueiro solta a bicharada para dançar e brincar com as crianças e demais assistentes. A instrumentação musical inclui sanfona, violão, pandeiros e chocalhos e os cânticos são de autoria dos próprios componentes que, em geral, satirizam acontecimentos políticos e religiosos da comunidade.
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Reis_de_Boi |
sábado, 6 de outubro de 2012
Boi de Reis de Dona Cecília
Transformando cultura e diversidade Dona Cecília e sua família, filhos netos passando a tradição dos Bois de Reses de antigamente.... herança e rito passados para as gerações
terça-feira, 2 de outubro de 2012
terça-feira, 25 de setembro de 2012
segunda-feira, 24 de setembro de 2012
Mestre Antônio da Ladeira - Santa Cruz - RN
Antônio da Ladeira
Antônio Rodrigues da Silva, conhecido como Antônio da Ladeira, é um dos mais importantes mestres de Boi de Reis do Rio Grande do Norte. Considerado Patrimônio Imaterial da Cultura Potiguar, mestre Antônio da Ladeira nasceu em Santo Antônio do Salto da Onça, em dezembro de 1924. Orfão de pai, veio com sua mãe para o Trairi ainda criança para trabalhar na agricultura, no cultivo do algodão. Nessa região, mantém a tradição do Boi-calemba potiguar há mais de 65 anos.
Foi ainda criança que Mestre Antônio da Ladeira conheceu o Boi de Reis, vendo a brincadeira de outros mestres. Hoje (2010), com seus 86 anos vividos, Mestre Antônio da Ladeira é uma figura referencial da cultura do Trairi e, mais particularmente, do Bairro Paraíso. Diversos pesquisadores de cultura popular já se debruçaram sobre o trabalho do Mestre Antônio da Ladeira e buscaram registrar seu rico conhecimento da tradição oral do Boi de Reis potiguar.
Sua brincadeira tem conotações místicas e simbólicas, ligadas profundamente ao imaginário cristão e a referências mitológicas que cercam o nascimento de Jesus.
De acordo com a visão tradicional sobre a origem do Boi de Reis, os três Reis do Oriente teriam descido do céu para homenagear Jesus, dançando o Boi ao redor da manjedoura. Segundo Mestre Antônio da Ladeira, o registro da brincadeira do Boi teria chegado ao Brasil através de um livro que teria sido deixado na Serra de Cuité, na Paraíba.
Inserido em um universo mitológico, onde o sentido do tempo não corresponde aos dados da cultura historiográfica acadêmica, o Boi de Reis é uma manifestação cultural que mistura religiosidade, arte e recreação em um conjunto sagrado de referências estéticas que marca profundamente a sensibilidade popular e a identidade de nosso Estado.
No Boi de Reis, os cantos giram em torno da descida e da ascensão dos Três Reis Magos. As figuras que circundam o Boi de Reis de Mestre Antônio são tradicionais, como a burrinha, o bode, o Jaraguá (um monstro sem uma característica definida que pode fazer referência a antigas lendas de feras marinhas e monstros mitológicos que apavoravam o imaginário dos pescadores) e o cavalo marinho. O termo “marujada” é usado por Mestre Antônio para designar os brincantes do Boi.
Seu Boi de Reis retém elementos não apenas da tradição sertaneja, caracterizada por alguns pesquisadores como “civilização do couro”, como traz também marcas significativas do universo imaginário dos povos que habitam o litoral do Brasil.
O tempo do Boi não é histórico, mas mitológico e, como tempo mitológico, é também um tempo circular. O ano é dividido em dois grandes ciclos, como nas antigas tradições religiosas que regulavam suas festas a partir da chegada e da partida das estações. Tradicionalmente se brincava o Boi entre Julho e Janeiro (terminando no dia de Reis).
Após seis meses de brincadeira e de apresentações pelas Serras que cercam o Trairi, Mestre Antônio da Ladeira, seguindo uma antiga tradição, queimava seu Boi no Dia de Reis.
Esse ritual marcava o fim de um ciclo e o começo de outro através do ritual do fogo. No entanto, trazia certos riscos.
Segundo Mestre Antônio, quando a madeira do chifre do boi estralava no fogo, era sinal de que alguém do grupo iria morrer. A morte do Boi através do fogo fecha o ciclo do tempo e marca, também, os riscos da mortalidade dos próprios brincantes. Em um universo em que o real e o imaginário não têm fronteiras definidas, a brincadeira do boi não é vista como uma “expressão artística”, mas como parte da vida da própria comunidade, um elemento que integra, em uma totalidade, a fé, a beleza, a expressão particular, o humor e a imaginação do povo.
A música e a dança são elementos fundamentais na brincadeira do boi. Mestre Antônio utiliza a rabeca, mas também não faz objeções ao uso de outros instrumentos como a sanfona, por exemplo. O que não pode mudar no Boi de Mestre Antônio da Ladeira são os cantos e as danças. Mesmo que os instrumentos mudem, a ordem das músicas e o conteúdo dos cantos não sofrem alteração.
Outro aspecto importante, que mantém relações com as práticas religiosas de povos tradicionais, é a evocação dos três Reis:
“Se perguntou quem cantou
Aqui neste lugar
Foi os três reis do oriente
Belchior, Gaspar, Baltazar”
Nesse sentido, a arte de Mestre Antônio presentifica e evoca a presença espiritual dos três reis, que surgem novamente no mundo para repetir a mesma festa que fizeram no dia em que Jesus nasceu. A brincadeira de Reis é, assim, um ritual sagrado, que faz com que a história da visita dos três Reis do Oriente possa ser experimentada pela comunidade, revitalizando o mito e dando forma viva e atual a um sentimento que remonta a tempos muito antigos.
Outro aspecto importante do Boi de Mestre Antônio é a rigidez com que ele trata a divisão entre homens e mulheres. Para o Mestre de Santa Cruz, as mulheres não podem dançar o Boi. Para elas existe o pastoril, mas feminino, menos intenso e vigoroso.
Essa divisão de danças também evoca uma sociedade rígida, cindida pelo gênero, onde homens e mulheres têm papeis socialmente distintos e demarcados de modo rígido.
sábado, 8 de setembro de 2012
Mestre Elpídio
Grande Mestre Elpídio (in memorian), eternas saudades desse grande amigo com infinitas histórias pra contar, fica com Deus.
terça-feira, 17 de julho de 2012
Boi de Matas SBPC 2010
O Boi de Matas do Mestre Luiz Chico em apresentação na SBPC - 2010.
Músicos do Boi de Matas - único do RN em que a rabeca foi substituida pelo violão
Maruja do Boi de Matas em apresentação
domingo, 10 de junho de 2012
Boi de Reis de Cuité - Pedro Velho - RN
sábado, 21 de janeiro de 2012
Danças Folclóricas e Autos Populares: a manifestação cultural do Estado
Danças Folclóricas e Autos Populares: a manifestação cultural do Estado
O Folclore do Rio Grande do Norte é bastante rico em Autos e Danças Populares. Manifestações como o Côco, o Bumba-meu-Bo, a Embolada, os Presépios e os Fandangos são alguns dos formadores da identidade cultural do Estado.
Muito comuns por todos os municípios nos séculos XIX e XX, atualmente estas formas de expressão estão cada vez mais difíceis de se encontrar, reservando-se a espetáculos folclóricos e eventos comemorativos. Muito dessa extinção deve-se ao “progresso” e ao advento das grandes cidades. A televisão e o cinema têm ocupado cada vez mais espaço na formação cultural da população, e as danças típicas perdem espaço para as mais modernas.
As danças populares podem ser classificadas em dois tipos: o mais importante é o dos Autos Populares, uma espécie de ópera, onde há uma dramatização específica para cada um dos Autos; e também as Danças Populares puras, sem qualquer dramatização envolvida, onde o que as diferencia é o ritmo envolvido.
Os maiores exemplos de Autos encontrados no Rio Grande do Norte são os Fandangos, Cheganças, e Bois. Nos dois primeiros, o Auto tem inspiração marítima e é encenado com os participantes vestidos de marinheiros, sendo que no fandango são celebradas as conquistas marítimas, e na Chegança há a encenação de uma luta entre cristãos e mouros. Já o Boi (há vários tipos de Boi: Bumba-meu-boi, Boi-de-Reis, Boi-calemba) é uma das principais e mais famosas festas folclóricas populares do Brasil, sendo o foco da dramatização a história da morte e ressurreição de um boi, o personagem principal da trama.
Já as Danças Folclóricas mais famosas no Estado são os Cocos, Bambelôs, Emboladas, Bandeirinhas e Capelinhas-de-melão. Estas duas últimas são características das Festividades Juninas. Os Cocos e Bambelôs são danças típicas de roda. A grande diferença dos Autos é que não há caracterização e todos podem participar. Hoje ainda há apresentações de artistas folclóricos em festivais e eventos culturais em Natal e em cidades do interior do Estado.
Impossível falar do Folclore no Rio Grande do Norte sem falar de Câmara Cascudo, o maior folclorista do Brasil. O escritor potiguar, nascido em 30 de Dezembro de 1898 registrou a história das Danças Populares no RN desde a primeira apresentação oficial de uma dança folclórica em Natal, em 1812. Dentre suas obras, está o famoso Dicionário do Folclore Brasileiro, a maior obra sobre os personagens do imaginário popular brasileiro.
por Lilian Cane
O Folclore do Rio Grande do Norte é bastante rico em Autos e Danças Populares. Manifestações como o Côco, o Bumba-meu-Bo, a Embolada, os Presépios e os Fandangos são alguns dos formadores da identidade cultural do Estado.
Muito comuns por todos os municípios nos séculos XIX e XX, atualmente estas formas de expressão estão cada vez mais difíceis de se encontrar, reservando-se a espetáculos folclóricos e eventos comemorativos. Muito dessa extinção deve-se ao “progresso” e ao advento das grandes cidades. A televisão e o cinema têm ocupado cada vez mais espaço na formação cultural da população, e as danças típicas perdem espaço para as mais modernas.
As danças populares podem ser classificadas em dois tipos: o mais importante é o dos Autos Populares, uma espécie de ópera, onde há uma dramatização específica para cada um dos Autos; e também as Danças Populares puras, sem qualquer dramatização envolvida, onde o que as diferencia é o ritmo envolvido.
Os maiores exemplos de Autos encontrados no Rio Grande do Norte são os Fandangos, Cheganças, e Bois. Nos dois primeiros, o Auto tem inspiração marítima e é encenado com os participantes vestidos de marinheiros, sendo que no fandango são celebradas as conquistas marítimas, e na Chegança há a encenação de uma luta entre cristãos e mouros. Já o Boi (há vários tipos de Boi: Bumba-meu-boi, Boi-de-Reis, Boi-calemba) é uma das principais e mais famosas festas folclóricas populares do Brasil, sendo o foco da dramatização a história da morte e ressurreição de um boi, o personagem principal da trama.
Já as Danças Folclóricas mais famosas no Estado são os Cocos, Bambelôs, Emboladas, Bandeirinhas e Capelinhas-de-melão. Estas duas últimas são características das Festividades Juninas. Os Cocos e Bambelôs são danças típicas de roda. A grande diferença dos Autos é que não há caracterização e todos podem participar. Hoje ainda há apresentações de artistas folclóricos em festivais e eventos culturais em Natal e em cidades do interior do Estado.
Impossível falar do Folclore no Rio Grande do Norte sem falar de Câmara Cascudo, o maior folclorista do Brasil. O escritor potiguar, nascido em 30 de Dezembro de 1898 registrou a história das Danças Populares no RN desde a primeira apresentação oficial de uma dança folclórica em Natal, em 1812. Dentre suas obras, está o famoso Dicionário do Folclore Brasileiro, a maior obra sobre os personagens do imaginário popular brasileiro.
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