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Meu Boi... Nosso Patrimônio Cultural


NOSSO OBJETIVO É PESQUISAR, DIVULGAR E ORGANIZAR AÇÕES DO FOLQUEDO DO BOI DE REIS NO RIO GRANDE DO NORTE. BUSCANDO NESSES GRUPOS A SUA ORIGINALIDADE E CONTINUIDADE. O BOI DE REIS NO RN DEVE SER INVESTIGADO, INSTIGADO, RECONHECIDO E INCENTIVADO POR TODO O BRASIL COMO TRADIÇÃO NACIONAL.


Minha Santa Madalena, virgem dos cabelos loiros...

Minha Santa me ajude na massa do pão criolo...

Ai Juvelina, que é seu Juvenal

É hora de tirar leite meu garrote quer mamá

Balança que pesa ouro num pesa todo metal

A moça chupa laranja de baixo do laranjal...


terça-feira, 16 de outubro de 2012

Boi de Reis - Espirito Santo/RN

 
Boi de Reis - Espítito Santo RN
 
 

 
Gupo de Boi de Reis em preparativos para apresentação

Músicos da Maruja
 
 

 
Apresentação do Boi de Reis em Sítio no Espírito Santo RN


segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Reis de Bois

Reis de Boi

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
     
O Folguedo Reis de Boi tem sua origem no teatro popular medieval da península ibérica. Trata-se de um auto em homenagem aos Santos Reis, unindo a temática dos reisados ao auto do Bumba-Meu-Boi. Apresenta-se em 6 de janeiro, dia de Reis, e se prolonga até 3 de fevereiro, quando ocorre a festa de São Brás. O número de integrantes varia entre doze e vinte, que formam alas com muitos personagens, dentre eles o Boi, Pai Francisco, Catirina, Doutor, Ema, Vaqueiro e Urubu.
Os marujos vestem calça azul marinho ou branca com filete lateral vermelho ou azul, camisa branca ou colorida de mangas compridas, faixa de fita azul ou vermelha sobre o peito e chapéu de palha revestido de morim e adornado de espelhos, flores e fitas. Os grupos saem para visitar algumas casas na cidade, diante das quais cantam o “Abre portas”, anunciando o nascimento do Menino Jesus. Depois entoam as seguintes marchas: “Marcha de entrada”; “Descante”, com ritmo marcado pelo pandeiro; “Marcha de ombro”; Baiá”; “Marcha de roda”; “Marcha do Vaqueiro”; “Marcha de chamada do Boi”; “Marcha de chamada dos bichos” e “Canto de retirada”. Na apresentação os marujos cantam e dançam acompanhados de Mãe Catirina, que envolve o público na dança. Depois vem o Vaqueiro, que negocia com o dono da casa a venda da bicharada, fixando para cada bicho um valor de significado simbólico – por exemplo, o Boi representa fartura – que é explicado durante a venda.
Fechada a negociação, o vaqueiro solta a bicharada para dançar e brincar com as crianças e demais assistentes. A instrumentação musical inclui sanfona, violão, pandeiros e chocalhos e os cânticos são de autoria dos próprios componentes que, em geral, satirizam acontecimentos políticos e religiosos da comunidade.




Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Reis_de_Boi

sábado, 6 de outubro de 2012

Boi de Reis de Dona Cecília



Transformando cultura e diversidade Dona Cecília e sua família, filhos netos passando a tradição dos Bois de Reses de antigamente.... herança e rito passados para as gerações

terça-feira, 2 de outubro de 2012

terça-feira, 25 de setembro de 2012

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Mestre Antônio da Ladeira - Santa Cruz - RN

Antônio da Ladeira

 
 
 
 
 
 
Antônio Rodrigues da Silva, conhecido como Antônio da Ladeira, é um dos mais importantes mestres de Boi de Reis do Rio Grande do Norte. Considerado Patrimônio Imaterial da Cultura Potiguar, mestre Antônio da Ladeira nasceu em Santo Antônio do Salto da Onça, em dezembro de 1924. Orfão de pai, veio com sua mãe para o Trairi ainda criança para trabalhar na agricultura, no cultivo do algodão. Nessa região, mantém a tradição do Boi-calemba potiguar há mais de 65 anos.
Foi ainda criança que Mestre Antônio da Ladeira conheceu o Boi de Reis, vendo a brincadeira de outros mestres. Hoje (2010), com seus 86 anos vividos, Mestre Antônio da Ladeira é uma figura referencial da cultura do Trairi e, mais particularmente, do Bairro Paraíso. Diversos pesquisadores de cultura popular já se debruçaram sobre o trabalho do Mestre Antônio da Ladeira e buscaram registrar seu rico conhecimento da tradição oral do Boi de Reis potiguar.
Sua brincadeira tem conotações místicas e simbólicas, ligadas profundamente ao imaginário cristão e a referências mitológicas que cercam o nascimento de Jesus.
 
De acordo com a visão tradicional sobre a origem do Boi de Reis, os três Reis do Oriente teriam descido do céu para homenagear Jesus, dançando o Boi ao redor da manjedoura. Segundo Mestre Antônio da Ladeira, o registro da brincadeira do Boi teria chegado ao Brasil através de um livro que teria sido deixado na Serra de Cuité, na Paraíba.
Inserido em um universo mitológico, onde o sentido do tempo não corresponde aos dados da cultura historiográfica acadêmica, o Boi de Reis é uma manifestação cultural que mistura religiosidade, arte e recreação em um conjunto sagrado de referências estéticas que marca profundamente a sensibilidade popular e a identidade de nosso Estado.
 
No Boi de Reis, os cantos giram em torno da descida e da ascensão dos Três Reis Magos. As figuras que circundam o Boi de Reis de Mestre Antônio são tradicionais, como a burrinha, o bode, o Jaraguá (um monstro sem uma característica definida que pode fazer referência a antigas lendas de feras marinhas e monstros mitológicos que apavoravam o imaginário dos pescadores) e o cavalo marinho. O termo “marujada” é usado por Mestre Antônio para designar os brincantes do Boi.
Seu Boi de Reis retém elementos não apenas da tradição sertaneja, caracterizada por alguns pesquisadores como “civilização do couro”, como traz também marcas significativas do universo imaginário dos povos que habitam o litoral do Brasil.
 
O tempo do Boi não é histórico, mas mitológico e, como tempo mitológico, é também um tempo circular. O ano é dividido em dois grandes ciclos, como nas antigas tradições religiosas que regulavam suas festas a partir da chegada e da partida das estações. Tradicionalmente se brincava o Boi entre Julho e Janeiro (terminando no dia de Reis).
 
Após seis meses de brincadeira e de apresentações pelas Serras que cercam o Trairi, Mestre Antônio da Ladeira, seguindo uma antiga tradição, queimava seu Boi no Dia de Reis.
Esse ritual marcava o fim de um ciclo e o começo de outro através do ritual do fogo. No entanto, trazia certos riscos.
Segundo Mestre Antônio, quando a madeira do chifre do boi estralava no fogo, era sinal de que alguém do grupo iria morrer. A morte do Boi através do fogo fecha o ciclo do tempo e marca, também, os riscos da mortalidade dos próprios brincantes. Em um universo em que o real e o imaginário não têm fronteiras definidas, a brincadeira do boi não é vista como uma “expressão artística”, mas como parte da vida da própria comunidade, um elemento que integra, em uma totalidade, a fé, a beleza, a expressão particular, o humor e a imaginação do povo.
 
A música e a dança são elementos fundamentais na brincadeira do boi. Mestre Antônio utiliza a rabeca, mas também não faz objeções ao uso de outros instrumentos como a sanfona, por exemplo. O que não pode mudar no Boi de Mestre Antônio da Ladeira são os cantos e as danças. Mesmo que os instrumentos mudem, a ordem das músicas e o conteúdo dos cantos não sofrem alteração.
 
Outro aspecto importante, que mantém relações com as práticas religiosas de povos tradicionais, é a evocação dos três Reis:
“Se perguntou quem cantou
Aqui neste lugar
Foi os três reis do oriente
Belchior, Gaspar, Baltazar”
Nesse sentido, a arte de Mestre Antônio presentifica e evoca a presença espiritual dos três reis, que surgem novamente no mundo para repetir a mesma festa que fizeram no dia em que Jesus nasceu. A brincadeira de Reis é, assim, um ritual sagrado, que faz com que a história da visita dos três Reis do Oriente possa ser experimentada pela comunidade, revitalizando o mito e dando forma viva e atual a um sentimento que remonta a tempos muito antigos.
Outro aspecto importante do Boi de Mestre Antônio é a rigidez com que ele trata a divisão entre homens e mulheres. Para o Mestre de Santa Cruz, as mulheres não podem dançar o Boi. Para elas existe o pastoril, mas feminino, menos intenso e vigoroso.
Essa divisão de danças também evoca uma sociedade rígida, cindida pelo gênero, onde homens e mulheres têm papeis socialmente distintos e demarcados de modo rígido.
 
 
 

 

sábado, 8 de setembro de 2012

Mestre Elpídio



Grande Mestre Elpídio (in memorian), eternas saudades desse grande amigo com infinitas histórias pra contar, fica com Deus.